sábado, 4 de abril de 2015

[sem título]

Disseram a mim
que poetas passavam por baixo
de  outros poetas ou por cima

Pensei os poetas como ponte e rio
me levam de um lado para o outro
possibilidade
me jogo nos poetas
eles me levam
só(u)rrio


Pablo Vinícius de Oliveira
13/03/2015

Felizmente

Achei por muito tempo
Que a vida fosse feita de infelizmentes
Só lamentava as oportunidades perdidas

O principio da ação que não tive
E as palavras que não tirei da boca
Nem pronunciei

Poderia ter sido tanta coisa
Além do pouco que sou

Onde estaria eu agora
Se tivesse feito tudo aquilo
Que não fiz?

Talvez não estivesse nos teus braços
Como estou agora

Ah, menina, como fui feliz nas escolhas.


Pablo Vinícius de Oliveira
09/03/2015

terça-feira, 10 de março de 2015

[sem titulo]

de inicio me banhei nas águas
mergulhei de cabeça e deixei
as ondas me lavarem e levarem

foi o inicio o prazer, o gozo, o riso
íntimos unidos sem pecado

e todo este estado
para fevereiro carnavalizar
descer as ladeiras se deixando levar
ferver e se jogar no mar de gente

e como a quarta-feira de cinzas
março chega quase sem avisar

mas só chove, só chove

espero abril,
o sol se abrir de novo
para eu colher o que plantei.


Pablo Vinícius de Oliveira
10/03/2015

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Rabiscos XLII

dos meus muitos defeitos
o pior é me atrasar
nos compromissos marcados
e nas coisas da vida
principalmente quando se trata de amor


Pablo Vinícius de Oliveira
22/02/2015

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Para ser poeta

Achei que precisasse de muito para ser poeta:
Ter um jeito único de escrever
Com características inovadoras
Toques de Leminski, Vinicius
E um pouco de cada Pessoa que se fez
Ser marginal, moderno, clássico
Ou criar um novo movimento

Esquecer um pouco o amor
E colocar estas minhas poesias
Nestes livros que se vendem nas livrarias

Mas um dia, por instinto
Escrevi teu nome no bloco de notas
No qual escrevo meus versos de iniciante

Descobri que precisava apenas dele
Para ser poeta.

Pablo Vinícius de Oliveira
09/02/2015



sábado, 7 de fevereiro de 2015

Virei poeta

Hoje eu acordei
com vontade de ser poeta

Durante algum tempo eu pensei
lembrei-me da Lua, do por do Sol
do litoral e das lindas praias
lembrei-me das chuvas
do sertão e do sertanejo

Militei nas minhas lembranças
e fui poeta das lutas

Tive insight sobre a modernidade
e nos meus pensamentos me perdi no tempo
tão rápido e escasso, tão perdido

No final de tudo
eu recitei o teu nome

– Que poesia maravilhosa
Surpreendi-me

Pablo Vinícius de Oliveira
07/02/2015

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

De luz apagada

Tive necessidade de poesia
procurei nos meus livros
e procurei livros novos
Não me encontrei satisfeito

Minhas fotos e meus poemas
também não foram suficientes

De olhos abertos não achei completude
então eu os fechei

Fiz minha poesia na escuridão
quando apaguei as luzes dos meus olhos
e pude te ver.
Pablo Vinícius de Oliveira
05/02/2015

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

[Sem Título]

O meu problema em te levar pra casa
Poderia ter sido o sujo na cama
As marcas dos teus dedos no espelho
O teu cheiro na minha camisa emprestada
Ou a louça suja que deixei para o outro dia

O pior é tua lembrança
Tudo isso a gente lava e seca e fica novo
A lembrança não se lava com sabão.
Pablo Vinícius de Oliveira
Ana Mendes
26/01/2015

Rabiscos XLI

Mesmo de luz apagada
e sem os meus óculos
leria teus lábios
como quem domina 
tua língua.
Pablo Vinícius de Oliveira
25/01/2015

Rabiscos XL

Alimento minhas paixões
com migalhas...

do que sobrou de mim.

Pablo Vinícius de Oliveira
24/01/2015

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Na pele

De olhos para o céu, sob o zodíaco
Eu permaneço

Penso em libra
Como razão e amor

Céu, pele na qual encontro meu astro

Na escuridão do silêncio sobre mim
Pontos de luz piscam e cortam o espaço

Só teu sorriso me ilumina.


Pablo Vinícius de Oliveira 
18/01/2015

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

[Sem Titulo]

Sento-me aqui diante dos meus escritos
Folhas soltas, cadernos sujos e palavras
Livros por todos os lados da mesa
Uma caneta presa numa mão desacompanhada

A caneta não desenha mais nem o contorno dos meus dedos
Quanto mais desenhar estas palavras que me entalam

As palavras não querem se calar no papel
Querem falar aos ouvidos de quem as provoca


Pablo Vinícius de Oliveira
07/01/2015

domingo, 4 de janeiro de 2015

[Sem Título]

Foto: Pablo Vinícius de Oliveira


há mar em todas as suas formas de existir, de ler e interpretar
há mar entre ondas, das diversas cores que se façam
há mar entre o céu e a terra
há mar

Pablo Vinícius de Oliveira
03/01/2015